ikea ao sábado: táxi emocional só para quem tem nervos de aço
Alguém já foi ao IKEA num sábado de dezembro? Tipo, não façam isso. Juro, já temos falta de paz suficiente na vida. Minha rotina matinal normalmente já parece saída de um episódio spin-off de Os Sopranos – luta por café, corrida atrás de um autocarro, emails a pingar antes das 8h. Acordei, estava convencido que o sábado ia ser calmo. Ingenuidade.
IKEA, 11h. Lotação esgotada. Só consegui vaga no parque de estacionamento porque um carro quase me arrancou o para-choques. Entrar no corredor das camas foi como um Battle Royale em que toda a gente procura a chave de Allen.
Cometi o erro de ir acompanhado da minha namorada. Fomos só comprar “duas coisas” (risos em sueco). Duas horas depois, já estávamos a discutir se "preto-preto" combina com "preto-mate" e como ninguém sabe ler aquelas instruções universais feitas, aparentemente, por um artista que odeia pessoas. Claro que, já perto da caixa, lembrámos: faltava o tal presente do amigo secreto (desculpa parva de última hora). Filas de 30 minutos a olhar para velas porque TODO O MUNDO decide fazer Natal naquele dia.
Chegados a casa, a montagem devastou a relação mais do que qualquer sessão de terapia: peças faltam, parafusos extra (será que são extra?), juramentos em várias línguas... Sobrevivemos, mas nunca mais repito. Só volto ao IKEA sozinho e em janeiro. Palavra de H(31), “lutador” de casal e combatente da chave Allen.
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