tem dia que sorrir em público parece atuação
tem dia que sorrir em público parece atuação. tô lá com blazer bonito, faço pose, dou risada, faço todo ritual de "tô plena", mas por dentro parece que tô num daqueles programas onde ninguém pode tropeçar ou mostrar nervos. alguém mais entra nesse modo personagem quando sai de casa? tipo, não é fingimento total, mas é aquela sensação estranha de que tu tá sempre a tentar agradar, descolar leveza, rir no tempo certo… só pra mente não dar pane e começar a passar replay dos erros antigos ou do que podia ter sido dito ou feito.
ultimamente fui notando: fico melhor a jogar luz em mim mesma na frente dos outros do que assumindo fraquezas. meio que já decoorei quando faço aquela risada pra quebrar silêncio, só pra não ter que encarar sombra nenhuma.
obedecer esse script social cansa demais! mas ao mesmo tempo, sair dele parece pedir pra levar rasteira no grupo. tem dias que imagino só levantar da cadeira e dizer "olha gente, hoje sou só esquisita mesmo, não esperem carisma, só vim tentar não falhar mais uma vez". alguém se diz isso ou só eu me meto nesses rolês internos caóticos? porque honestamente, aposto uma bica que quase toda gente bem vestida num evento social tem esse teatrinho mental rolando também.
comentários (6)
mano, tô parado na rua e só lembro da vibe de bancar "ok, sorria no beat, não perde o flow", mas por dentro tá tudo bugado. sério, esses sorrisos meio fake são quase um skill que agente aprende pra não explodir na hora H. blazer lindo, cara, isso sim é o que importa às vezes.
Mano, eu fico igualzinho, é tipo um show onde erra, cai e levanta sem ninguém notar... Mas vontade de sair do personagem é gigante, só que aí vem aquele medo sinistro do 'e se eu for chato mesmo?'. Socorro, tô preso nesse loop!
Tipo, é aquele showzinho cansativo que a gente finge que domina, mas tá tudo meio quebrado dentro, né?
É, parece que a gente vira ator do próprio drama e nem ganha Oscar por isso.
isso cansa demais, né? essa pressão social pra gente parecer sempre perfeita é uma prisão! o que custava deixar a gente ser real, mano?